Caminhando para o fim de ano começamos a nos preocupar com as prendas de Natal, aniversários, casamentos, formaturas… E pensamos: Qual será o melhor presente para aquela pessoa?

E em alguns casos, sobretudo quando somos mais jovens, sonhamos com os presentes. As crianças sonham com brinquedos diferentes, os adolescentes sonham com tecnologia, os jovens com tantas coisas… E por aí vai.

Pensar que somos povo de Deus leva-nos a refletir uma questão muito importante: Deus escolhe os nossos presentes? Será que alguma vez poderá nos perguntar sobre o que queremos? Porventura alguns presentes especiais poderão estar vinculados ao bom comportamento?

Vejamos Êxodo 33.12-23. Uma história especial que conta do relacionamento de Deus com Moisés. A princípio Moisés está dialogando com Deus e nesse diálogo expressa que Deus o havia escolhido para guiar o povo e que estaria contente com ele e então pede para que Deus lhe conte seus planos para que ele possa continuar o agradando. Deus responde simplesmente assim: Eu irei com você e te darei a vitória.

Mas Moisés continua a argumentar: Se não fores, não nos deixe sair daqui. E reforça: A tua presença é que mostrará que somos diferentes dos outros povos da terra.

E Deus lhe responde: Vou atender o seu pedido porque conheço você bem, e você conseguiu a minha aprovação. Então Moisés foi além: Por favor, deixa que eu veja a tua glória. Então, o fato torna-se muito mais interessante entre Moisés e Deus.

Vejamos o que podemos tirar dessa historia:

  1. Moisés tinha a certeza de que havia sido chamado por Deus, tinha também segurança de qual era a sua missão.

Moisés se lembrava bem de como havia sido o seu chamado. De como relutou com Deus e dos milagres que havia visto acontecer. É importante entender qual foi o momento e a forma em que aconteceu o chamado de Deus na nossa vida. É importante, também, compreender no que envolve esse chamado. No caso de Moisés, envolvia a vida toda dele, até conseguir chegar com toda aquela nação na Terra Prometida. Moisés sabia que dificuldades viriam: conflitos entre o próprio povo, guerras com outros povos, doenças, pecados e etc. No entanto, já estava ciente de que essa era a sua missão!

  1. Moisés deseja conhecer os planos de Deus a fim de continuar a agradá-lo.

Deus o que o senhor está pensando para os próximos dias? Hoje podemos ver isso como uma ousadia ilimitada! Porém, a segurança de que estava no lugar certo, fazendo a coisa certa e da maneira correta o colocava numa situação de intimidade com Deus. Nas nossas Igrejas temos falado bastante dessa intimidade com Deus: Busque de Deus, Creia em Deus, Deseje o que Deus quer de você, e etc, mas quando no nosso momento de reflexão olhamos para dentro de nós não conseguimos ter a certeza de que estamos vivendo o que Deus quis que vivêssemos. A missão tornou-se difícil demais, na verdade quase inatingível! Os liderados murmuram demais, pecam demais, dão trabalho demais e indo um pouco mais a fundo começamos a questionar se realmente Deus nos chamou para fazer o que estamos fazendo. Nem sabemos mais se fomos realmente chamados ou o que passou foi um calor emocional apenas.

Além disso, Moisés tinha um propósito bem definido quando pediu para Deus lhe contar os planos: para que eu continue a te agradar. Moisés não pediu isso para impressionar o povo, nem para usar como chantagem no caso de conflitos na liderança. É de se pensar o que fazemos com o que sabemos de Deus, o que fazemos quando sabemos de seus planos. Se é para usar para benefício próprio ou para agradar a Deus.

  1. Após ouvir que conseguiu a aprovação de Deus, Moisés pede algo muito especial e inédito.

Quando o filho sabe que agradou ao pai, que tirou boas notas na Escola, que conseguiu o inesperado é hora da recompensa. Pai, estou precisando de um vídeo-game novo. Pai, que tal um computador? Um celular? E o pai natural se vê na obrigação de agradá-lo. O pai pensa: Meu filho se esforçou bastante, ele merece! E com Deus? Ao sabermos que estamos conseguindo sua aprovação através das orações respondidas, das portas abertas, dos milagres que acontecem… como nos sentimos em relação à Ele? O irmão do filho pródigo diz: Poxa, pai, estou sempre aqui, trabalhando para aumentar a sua riqueza e você nunca “disponibilizou” um cabrito para eu festejar com meus amigos! E o pai responde: Tudo o que eu tenho é seu, meu filho, por que você nunca fez nenhuma festa? Às vezes, vivemos assim com Deus. Trabalhamos como empregados e nunca desfrutamos do que nos pertence! Moisés poderia ali pedir muitas coisas, mas ele fez um pedido muito diferente: Ele pediu para ver a glória de Deus! Deus então lhe prometeu que seu brilho ou bondade passaria diante de Moisés e que lhe falaria o Seu Santo Nome. A partir daí houve o que chamo de esconde-esconde, quando Deus coloca Moisés numa rachadura na rocha e o cobre com a mão até que Ele passe, depois tira a mão e Moisés tem o privilégio de ver Suas costas.

Com esse exemplo de Moisés, começo a me questionar sobre o que tenho pedido para Deus. Por vezes gastamos um tempo precioso para pedir coisas obsoletas, outras vezes pedimos coisas até importantes, mas que serão para nossos próprios prazeres, conforme Tiago 4.13. Além do mais, Moisés poderia ter pedido algum luxo para ter enquanto dirigia aquele povo teimoso e difícil. E poderia até se achar no direito, porém, a gente vê que Moisés vivia o chamado, cumpria a sua missão tão efetivamente que só pensava em seu relacionamento com Deus.

 

Essa história tem muito para nos ensinar! É preciso focar naquilo que Deus quer de nós, desejar agradá-lo, convidá-lo para fazer parte da rotina da nossa Missão (Sua presença fará toda a diferença no trabalho que realizamos Para Ele!), e além disso, desfrutar intensamente de sua presença, desejar vê-lo, conversar com ele a ponto de querer conhecer seus planos – A FIM DE AGRADÁ-LO AINDA MAIS.

No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra?”
Salmos 73.25