Início de ano é tempo de planejamento. Momento de repensar a dieta, o exercício físico, a leitura, o tempo, e o ministério.

O planejamento é ideal para definir metas (onde quer se chegar) e estratégias (o modo como isso será feito). Importante para não se perder de vista o almejado porto, pois como diz um ditado: para quem não sabe aonde ir, qualquer caminho serve.

Na Bíblia encontramos exemplo de um grande homem que planejava suas viagens, o tempo de permanência, o envio de pessoas para outros lugares, sempre atendendo a necessidade das Igrejas, de modo a cumprir seu chamado. Esse homem é Paulo. Vejamos alguns exemplos:

Atos 21.5: “quando chegou o dia de irmos embora, nós continuamos a nossa viagem [...]

Romanos 15.23 e 24: “Porém já que terminei o meu trabalho nessas regiões e como há muitos anos tenho pensado em ver vocês, espero fazer isso agora.

1 Cor 16.8 e 9: “Resolvi ficar aqui em Éfeso até o dia de Pentecostes. Pois encontrei aqui ótimas oportunidades para um grande e proveitoso trabalho, embora muita gente esteja contra mim”.

Tito 3.13: “Ajude o advogado Zenas e também Apolo em tudo o que você puder a fim de que eles tenham o que precisarem para a viagem”.

II Tess. 3.8: “[...] Na verdade, trabalhamos e nos cansamos. [...], a fim de não sermos um peso para nenhum de vocês.

Esse era Paulo. Transformado de perseguidor a perseguido, suas ações enquanto missionário eram planejadas de modo a ganhar o maior número de pessoas para Jesus, sem no entanto “se aproveitar” dos irmãos onde era acolhido.

Às vezes, encontramos pessoas que estão no ministério que não possuem o menor planejamento de suas ações, e em qualquer momento de tomar uma decisão, ficam aguardando uma ação repentina do Espírito Santo, uma voz audível do Céu ou um profeta que ligue em sua casa e diga-lhe, exatamente e com riquezas de detalhes o que deve ser realizado.

Não querendo menosprezar as atuações do Espírito Santo, pois Ele é real e deve ter liberdade para agir em nossas vidas, Deus nos constituiu pessoas com um knowhow de vida, de cultura, conhecimentos diversos e experiências permitidas por Deus para que possamos minimamente pensar bem nas decisões que afetam nossa vida familiar, profissional e, também, ministerial.

O grande desafio, porém, está em nos tornarmos trabalhadores da Seara dispostos a utilizarmos o planejamento a curto, médio e longo prazo, e ao mesmo tempo, estarmos abertos para as interrupções devidas do Espírito Santo.

No capítulo 15 e 16 de Atos, vemos que em algumas vezes, o Espirito Santo impediu Paulo de cumprir o planejado. Pois, Paulo desejava visitar os lugares por onde já havia passado para fortalecer a Igreja e no versículo 6 do capitulo 16, está escrito: “O Espírito Santo não deixou que anunciassem a palavra na província da Ásia” – fato que nós poderíamos questionar dizendo: como o Espírito Santo não deixaria que a Palavra de Deus fosse anunciada? Isso não deve ser de Deus!

Porém Paulo obedeceu e seguiu tentando ir para outro lugar, fato também negado pelo Espírito Santo, e então veio o porquê desses impedimentos- através de uma visão- Paulo viu um homem da Macedônia lhe pedindo: venha para a Macedônia e nos ajude! Essa visão esclareceu o propósito de Deus para aquele tempo e, sem demora, Paulo e seus amigos viajaram para lá.

No ministério que você e eu fomos chamados, existe deveres. Necessidades que precisam ser supridas, obrigações a serem executadas. Afinal, ministério é serviço e não existe serviço sem ação. Há pessoas que dizem serem chamadas para determinado ministério, mas, ainda estão esperando um “empurrão” de Deus, uma voz celestial a dizer-lhes por onde e como começar. Há um passo inicial que Deus espera de nós, do nosso desejo, da nossa disposição, e da nossa obediência. E a voz de Deus fará parte da vida do obreiro: desfazendo e refazendo planos de acordo com Sua vontade.

Tendo a convicção do chamado, o exercício no ministério, e os ouvidos atentos às novas orientações de Deus, cumpriremos seus propósitos estabelecidos para nossas vidas.

Quais são teus planos para este ano? Neles haverá espaço para intervenções do Espírito Santo?

Que o próprio Jesus Cristo, o nosso Senhor, e Deus, o nosso Pai, que nos ama e que na sua bondade nos dá uma coragem que não acaba e uma esperança firme, encham o coração de vocês de ânimo e os tornem fortes para fazerem e dizerem tudo o que é bom” II Tess. 2.16 e 17.